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PALESTRA
ANGOSAT 1 - Desafios, Benefícios e Oportunidades para a Comunidade Académica da UMA
11 de Setembro de 2015

No passado dia 11 de Setembro, a Universidade Metodista de Angola acolheu, na sua sede de Luanda, uma delegação do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) para apresentação de uma palestra subordinada ao tema “Angosat 1: desafios, benefícios e oportunidades para a comunidade académica”. A cargo do Director Geral do GGPEN, Eng.º Zolana Rui João, a comunicação foi precedida do visionamento de um vídeo sobre o projecto Angosat e encerrou com algumas palavras de Sua Excelência o Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação (MTTI), Engº. José Carvalho da Rocha.

Na sua intervenção, o Eng.º Zolana João esclareceu que o Angosat1 apoiará a distribuição dos serviços de Telecomunicações, nomeadamente televisão e internet, em todo território nacional, concorrendo para a inclusão digital de todos os Angolanos e para a coesão nacional, além de contribuir para a criação de competências nacionais no ramo da Engenharia e Tecnologia Espacial. O Director do GGPEN explicou ainda como deve ser colocado o satélite em órbita e clarificou os objectivos de uma missão espacial, referindo os requisitos necessários para que possa ter êxito.

De acordo com os dados apresentados, o projecto prevê a construção de um centro de controlo e missão de satélites, que funcionará na comuna da Funda, Município de Cacuaco (Luanda), e será responsável por controlar, rastrear e fazer a telemetria dos dados enviados pelo satélite Angosat1. Para garantir o funcionamento do Angosat, o MTTI tem estado a formar e capacitar quadros nas áreas da Engenharia de Satélites e Engenharia Espacial. “Nesta altura, há sete estudantes na Rússia e um na Itália. Cinco estão a fazer licenciatura e três doutoramentos, participando todos eles nos trabalhos do Angosat 1”, informou Zolana João. “Além disso”, acrescentou, “encontram-se a fazer formação técnico-profissional contínua e intensiva nove angolanos em Nano e Picosatelites nas Universidades de Tóquio e Nihon, no Japão, tanto na área de desenho de missões e sistemas espaciais como na de operação de missões espaciais”.

No decorrer da palestra, que contou com a participação de docentes e estudantes dos cursos de Engenharia Industrial e Sistemas Eléctricos, Engenharia Mecatrónica, Engenharia Informática e Engenharia Civil, o Director teve ainda oportunidade de interagir com uma plateia interessada e curiosa que lhe colocou questões sobre os custos do projecto e sua relação com os benefícios para a comunidade ou mesmo sobre as parcerias estabelecidas com outras nações com reconhecida competência a nível de programas espaciais, nomeadamente a Rússia, que continua a liderar na área de Tecnologia Espacial, particularmente em lançamentos.

Não menor atenção mereceu a intervenção final do Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, que, depois de realçar os esforços empregues pela equipa ministerial para levar adiante um projecto tão arrojado como o Angosat, anunciou que, ao longo do mês em curso, mais detalhes sobre as vantagens do futuro satélite seriam dados a conhecer. “A ideia é criarmos uma relação de proximidade com os angolanos para que estes saibam dos ganhos que o satélite trará a todos os cidadãos” – afirmou o Ministro José Carvalho da Rocha.
Já em declarações posteriores à Revista UMA Magazine, questionado sobre outros projectos do seu Ministério e confrontado com a questão do presente da Tecnologia de Informação no país, o ministro aproveitou também para falar do projecto da fibra óptica, assegurando que se encontra na recta final, pelo que muito em breve Angola terá a oportunidade de inaugurar mais um cabo submarino de fibra óptica. “Estamos a preparar as condições para inaugurarmos a central, que já está pronta e é um elemento fundamental para a rede que o país está a construir. O cabo liga a África do Sul e a Inglaterra, com ligação em vários países da Costa Ocidental do continente africano, entre os quais Angola.”

Já a Magnífica Reitora da Universidade Metodista de Angola, Profª Doutora Teresa José Adelina da Silva Neto, que fez as honras da casa e seguiu atentamente a palestra, considerou o lançamento do satélite, uma mais-valia, em particular numa Era de apogeu das Tecnologias de Informação e Comunicação. São novas oportunidades para todos, em especial para os jovens”, disse, acrescentando que o projecto vai incentivar a própria comunidade académica e científica em Angola a progredir de forma mais rápida e consistente. Esta universidade sente-se orgulhosa por ter sido escolhida para a realização desta palestra, que vem dar a conhecer um projecto científico muito importante do nosso país. Da nossa parte, queremos contribuir para que esta seja uma realidade possível, mostrando aos nossos estudantes e futuros engenheiros que o país precisa de quadros bem preparados para atender aos novos desafios que se lhes colocam” – rematou a Reitora, num claro incentivo aos jovens estudantes a apostarem com seriedade na sua formação universitária.