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CERIMÓNIA
Outorga de diplomas - A contínua caminhada do sucesso
26 de Agosto de 2015

O dia 26 de Agosto de 2015 vai ficar na história da Universidade Metodista de Angola e na de centenas de famílias que assistiram, ao vivo e a cores, à Cerimónia de Outorga de Diplomas a um total de 333 finalistas dos vários cursos leccionados nessa instituição académica.

Familiares e amigos acorreram ao Centro de Convenções de Belas para se juntarem aos finalistas que, trajando as tradicionais becas pretas e com fitas de cores distintas a representar os diferentes cursos, embelezaram a imponente estrutura que acolheu a cerimónia. Deste acto solene, participaram igualmente representantes do Governo de Angola, além da Direcção, Reitoria e corpo docente da Universidade Metodista.

Na ocasião, a Magnífica Reitora da UMA, Professora Doutora Teresa da Silva Neto afirmou que o evento reflectia bem o crescimento e desenvolvimento da instituição que dirige, sendo isso notório tanto a nível material quanto em termos de qualidade. “Esse crescimento é notório a nível de infra-estruturas, já que a universidade alberga um número cada vez maior número de estudantes, mas também a nível da qualidade da formação ministrada desempenho académico dos nossos alunos. Todos estes aspectos demonstram o crescimento da instituição”, argumentou a Reitora, tendo acrescentado, entretanto, que do ponto vista académico, apesar das melhorias alcançadas - e porque o objectivo é crescer continuamente -, serão em breve implementadas algumas mudanças nos planos curriculares.

A Reitora da Universidade Metodista de Angola afirmou ainda que o número de licenciados da instituição tem aumentado a cada ano. “Acredito que no próximo ano o número será maior porque, a par dos estudantes da sede de Luanda, teremos também os primeiros finalistas do Campus de Cacuaco. Este é um número muito positivo, que representa o sucesso da universidade e do próprio país”, concluiu.

Na mesma senda, o vice-reitor da UMA, Dr. Joaquim Caeiro, realçou o lugar de prestígio da UMA no panorama geral das instituições de Ensino Superior do país. “A UNIVERSIDADE METODISTA é, sem sombra de dúvidas, a melhor Universidade do País, deixando as outras a muita distância.” E, atribuindo a excelência da instituição à qualidade das pessoas que ali trabalham ou estudam, corroborou: “São as pessoas que fazem as instituições e desse ponto de vista certamente somos a melhor instituição do país.” Quanto à percentagem de licenciados que a UMA apresentou este ano, afirmou que os números reflectem o somatório de muitas variáveis: os resultados do trabalho das Faculdades, o esforço que os alunos empreendem durante a formação e a gestão que fazem dos seus compromissos académicos e pessoais. Assim, há anos que têm mais licenciados e outros menos. “Os números por si não interessam tanto; o que interessa efectivamente é a qualidade dos que saem e estão prontos para o mercado de trabalho.” – resumiu o vice-reitor. E aconselhou os licenciados a nunca entenderem a obtenção duma licenciatura como o fim do conhecimento, mas como o princípio: “Estejam sempre em constante actualização; é isso que faz a evolução. Tudo quanto ganharam na Universidade é que vos vai permitir fazer essa caminhada de progresso e ascensão. Nunca desistam de estudar e de procurar.”

Igualmente questionado acerca dos números, o Decano da Faculdade de Arquitectura e Urbanismo, Arquitecto e Engenheiro Frazão Caseiro, considerou que a percentagem de licenciados deste curso era bastante expectável, na medida em que a licenciatura funciona com uma turma de cada classe ou nível por turno, com cerca de 40 alunos. “Contando com as quebras que são normais desde o início ao fim de curso, podemos dizer que, dos 40 alunos, chegarão ao final 50%, ou seja, 20 alunos. Logo, o nosso número situa-se entre os 50 e 60 finalistas todos os anos”. Interrogado sobre se este número poderia representar o sucesso da Universidade, o entrevistado afirmou que, no concernente à licenciatura que dirige, “o número de graduados é razoável, pois os quadros deste curso não podem ser produzidos tal como numa fábrica. São quadros cuja preparação deve ser cuidadosa sob pena de se comprometer um perfil de recompensa privilegiado ao sair de um curso desses”, fundamentou o Arquitecto e Engenheiro Frazão, tendo acrescentado que a maioria dos finalistas já trabalha na área. “O país tem um défice grande neste domínio, portanto, todos esses quadros são rapidamente absorvidos pelo mercado”.

Convidado também a pronunciar-se sobre o sucesso que tem marcado o percurso da UMA, Adérito Sambi, presidente da Associação dos Estudantes, afirmou que a sua Instituição tem vindo a inscrever-se com letras de ouro no quadro de honra do Ensino Superior em Angola, pelo rigor, a excelência e a qualidade a que tem habituado os seus estudantes. “Conhecemos bem o significado do ouro, porque em todas as competições do saber onde os estudantes da UMA participam saem sempre em primeiro lugar; daí que sejamos uma universidade de ouro”. O Presidente referiu ainda que a associação estudantil tem desempenhado sempre o seu papel com brio, lutando pela defesa dos interesses legítimos dos estudantes e mostrando aos discentes que a sua missão pós-Universidade é uma integração bem sucedida no mercado de trabalho.

Distinguidos os melhores estudantes

Durante a Cerimónia de Outorga de Diplomas, foram, pela primeira vez, distinguidos os melhores estudantes dos vários cursos pelo seu desempenho ao longo dos anos de formação. Geovanni Manuel foi eleito Estudante de Mérito do Curso de Língua Portuguesa e Comunicação e declarou à nossa equipa de reportagem que escolheu a Universidade Metodista de Angola também pelo mérito desta instituição académica.

“Escolhi-a não só por ser uma instituição de excelência, mas também por estar associada à Igreja Metodista. Sou metodista e acredito que não devo a minha formação apenas à escola, mas também à igreja, pois fui criado lá e dali partiu a certeza de que aprenderia tanto ou mais do que aprendi na igreja. Quanto ao curso, apesar de subvalorizado como tantos outros cursos na área das Humanidades, sempre me interessou, por gostar de línguas e de tudo o que envolve a comunicação. Além disso, tenho uma paixão muito forte pelo ensino da língua portuguesa, embora não o exerça ainda”.

No entanto, nem tudo foi um mar-de-rosas para Geovanni Manuel, que viveu um período difícil quando teve de interromper o curso por questões pessoais. “Graças a Deus, consegui superar essa fase com o apoio dos meus familiares e de muitos professores”, recordou o estudante, que também aponta a conclusão do curso como uma etapa árdua.

Já no curso de Gestão e Administração de Empresas, foi eleita Estudante de Mérito Hélia Lopes, para quem esta distinção resulta do facto de ter dedicado à licenciatura “muitas horas de estudo, muito trabalho, muita persistência e, acima de tudo, muita fé.” E termina com um agradecimento especial aos pais: “Tive-os sempre como pilar.”

E porque a caminhada para o sucesso é contínua, não faltam planos para o futuro. Geovanni Manuel quer trabalhar na sua área de formação, preferencialmente no ensino da língua e das literaturas africanas de expressão portuguesa, pelas quais diz ter uma grande paixão, da mesma forma que Hélia Lopes quer fazer carreira na sua área de formação. “Não me preocupo ainda com salários demasiado altos. Quero sobretudo ser uma grande profissional e ajudar o meu país a desenvolver-se” – assegurou a recém-licenciada.

Uma cerimónia animada

Além da participação já habitual do Coro da Universidade Metodista de Angola e da UMA Tuna, que animaram a cerimónia com danças e cantares tradicionais, e da actuação de alguns docentes da universidade, que cantaram Umbi-Umbi ao som da marimba, o palco do Centro de Conferências de Belas acolheu também a energia e o entusiasmo de um artista-surpresa. No mesmo dia em que recebeu o seu diploma pela conclusão da licenciatura em Direito na UMA, Caló Pascoal, como é conhecido, cantou a música “Cuidado com o fim do mundo”. Com o carisma que o define, o músico levou a plateia ao rubro. “Foi um privilégio brindar os meus colegas finalistas com este momento musical num dia que é para todos único. Sinto que tenho responsabilidade de mostrar que aqui está um cantor, um produtor, que suspendeu a actividade musical para dedicar-se à sua formação académica pelo valor que lhe reconhece. Enfim, foi um momento ímpar e estou muito feliz.” O cantor, hoje jurista, acrescentou que a decisão de estudar Direito surgiu a partir de uma revelação do Espírito Santo no seu grupo de oração. E não deixou de endereçar a Deus um agradecimento pelo sucesso alcançado, como, de resto, o fizeram os representantes de todas as faculdades nas suas mensagens de conclusão de licenciatura.